quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

10º circuito do Centenário

HOMENAGEM AO ATLETA ARMANDO ALDEGALEGA

10-Janeiro-2010

A Cooperativa "A Sacavenense", instituição com estatuto de utilidade pública, fundada em 31 de Janeiro de 1900 por iniciativa de um grupo de trabalhadores, na sua maioria da Fábrica da loiça de Sacavém, tendo como objectivo a defesa e promoção dos princípios cooperativistas. Útimamente, vem a cooperativa desenvolvendo actividades nas áreas da cultura, recreio, desporto, tempos livres e formação profissional, em prol dos seus associados e da população em geral.

Encontrando-se presentemente a comemorar o seu 110º. Aniversário de cuja comemoração faz parte a realização de uma prova de atletismo, denominada "Circuito do Centenário" pois teve início aquando da comemoração do 100º. Aniversário. Esta prova que tem tido grande aceitação e atrai inúmeros participantes, teve no dia 10 de Janeiro a 10ª realização, na qual se aproveitou para homenagear o grande atleta Armando Aldegalega, atleta de reconhecidos méritos e um grande companheiro de todos os que com ele convivem.

Esta honra fez parte do 26º. Troféu "Corrida das Colectividades" do Concelho de Loures.

Na entrega dos prémios contamos com a presença do Vice-Presidente da C.M. de Loures, João Pedro Domingos e do vereador do Departamento do Desporto, Ricardo Leão, Presidente da Junta de Freguesia de Sacavém, José Leão e dos elementos dos Órgãos Sociais da Cooperativa.

Em relação á competição própriamente dita foi batido o recorde de presenças sendo de realçar que desta vez dos 905 inscritos no 26º Troféu " Corrida das Colectividades" do Concelho de Loures chegaram ao fim 445 atletas dos quais cerca de 200 eram jovens até ao escalão de juvenis. Numa altura em que até os apoios Públicos começam a faltar começa a ser cada vez mais difícil levar por diante estas iniciativas. Com todo o respeito que tenho pela apreciação do meu grande amigo Adelino no seu blog, e ela reflecte de certeza a opinião dos restantes participantes com os quais eu próprio também concordo, no entanto por ser verdade e apenas como informação para aquilo que o meu amigo diz não haver justificação devo chamar a atenção do seguinte: Em edições anteriores nunca esta prova teve a participação de mais de 290 atletas, com base nesse registo foram compradas 400 T.Shirts que seriam entregues da seguinte forma, as (S) para a prova de Benjamins as (M) para Infantis e Iniciados e depois de forma aleatória as restantes (L), (XL) e (XXL) que no caso eram apenas 10, desta vez tivemos e ainda bem 452 atletas situação que não passou despercebida a ninguém. Lamentavelmente nem para o pessoal que graciosamente trabalhou ou mesmo para elementos da direcção houve camisolas, uma vez que nesta prova nunca se tinham dado t.shirts a ideia era melhorar e ir ao encontro do desejo dos atletas. A falta de água, foram colocadas paletes suficientes á porta do edifício embora eu tivesse pedido para ser todas transportadas par o local da chegada, ouve de facto um certo facilitismo da parte de quem estava designado par o efeito e sou eu ainda quando chego no jipe que alertado para tal situação, vou a correr mais um atleta buscar mais águas mas o erro já estava feito.

Em relação á senhora direi apenas que fui atraiçoado para não melindrar ninguém.
Quando um membro de uma direcção apresenta um projecto em reunião de direcção e ninguém está muito interessado, nem em aceitar muito menos em colaborar e consegue por de pé um evento destes apenas com a colaboração de alguns amigos será sempre uma vitória.
Mas para para o ano se calhar corre tudo bem, basta que para isso esta prova não se realize.
P.S. tenho os resultados em PDF mas não sei coloca-los e mais algumas fotografias se alguém estiver interessado em explicar agradeço. Obrigado





























quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Integrada nas comemorações do 110º aniversário
e no 26º TROFÉU "Corrida das Colectividades do Concelho de Loures"

Vai a Cooperativa "A Sacavenense" levar a efeito o seu 10º circuito do Centenário, prova com grandes tradições e que espera contar com a presença de todos os atletas visitantes deste blog.
Esta prova é a primeira de um conjunto de provas a realizar neste concelho, que como é normal terá pontuação em cada prova de acordo com o regulamento geral. Para mais informações, contacto: 967490510 ou fgravito@gmail.com

Quando queremos, tudo é possível

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Hoje Sonhei

Hoje Sonhei
Aí estão as férias, mas infelizmente para muitos animais é a altura em que são abandonados.
Hoje vizinho quando fazia o meu treino encontrei o seu cão, e sabe, ele não foi adoptado ainda por ninguém, no local onde passei, a vizinhança na maioria já tem cães, e aqueles que não têm nenhum não querem animais.
Eu sei que o vizinho esperava que ele encontrasse um bom lugar quando o deixou, mas infelizmente ele não encontrou.
Quando o vi pele primeira vez, ele estava bem longe de casa numa zona descampada, sozinho, com sede, muito magro resultado da fome que tem passado, também coxeava um pouco, vítima de atropelamento recente.
Ao vê-lo assim, interrompi o treino, parei na sua frente, e naquele momento, desejei tanto ser o vizinho, para ver a sua cauda abanar de contente, e os seus olhos brilhar, ao pular para si, pois ele sentia que o vizinho o encontraria, sabia também que não se esqueceria dele, para ver a desculpa nos seus gestos, pelo sofrimento, e pela dor por que ele passou, na caminhada sem fim á sua procura.
Mas eu, não era o vizinho, e apesar das minhas tentativas de o convencer a aproximar-se de mim, o seu olhar via um estranho, não confiava em mim, o seu olhar provocou-me aquela dor que não dói, e não se aproximou, virou o rabo e seguiu o seu caminho pois tinha a certeza que se continuasse o iria encontrar.
Ele não percebe que o vizinho já não o quer, já não gosta mais dele porque cresceu demais, ele apenas sabe que você não está ali e por isso só pensa em encontrá-lo, o que, para ele, é mais importante do que a falta de comida, bebida, ou de um estranho que lhe possa dar tudo isso.
Percebi que seria inútil tentar trazê-lo ou segui-lo, eu nem sei o seu nome.
Fui para casa enchi uma garrafa de água e uma tupperware com comida e voltei ao lugar onde o havia deixado.
Não havia sinal dele, no entanto, deixei ficar tudo debaixo de uns arbustos onde ele estava abrigado do frio e da chuva e a recuperar da fadiga.
Agora veja bem, ele não é um cão selvagem, ao domestica-lo o vizinho tirou dele todo o instinto e capacidade de sobre-vivência nas ruas, ele só sabe, que precisa caminhar o dia todo, não sabe que o frio e a chuva podem custar-lhe a vida, só sabe que precisa encontrá-lo.
Fiquei á espera, na esperança que voltasse novamente á procura de abrigo no mesmo local, na expectativa de que a água e a comida que eu trouxe fize-se com que confiasse em mim, e assim, pudesse leva-lo para casa, cuidar da pata, e dar-lhe um local quente para se deitar, e ajuda-lo a perceber que agora você, já não faria mais parte da sua vida, isto é, teria que esquece-lo.
Mas ele não voltou e quando anoiteceu, a água e a comida, permaneciam no mesmo local, fiquei preocupado.
O vizinho deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar o seu cão, alguns, até o correriam á pedrada, outros, ainda chamariam a carroça dos cães que lhe daria o destino do qual o senhor com a sua atitude pensou que estaria a salvar. Depois de vários dias cujo destino do treino foi voltar ao mesmo sitio sempre sem êxito, voltei já noite dentro e mais uma vez não o encontrei. Na manhã seguinte ainda lá fui, e vi que a água e a comida ainda resistiam! Pensei se o senhor estivesse aqui para chamar o seu nome, a sua voz é-lhe tão familiar, comecei a andar na direcção que ele tomou da última vez que o vi, sem muita esperança de o encontrar, ele estava tão desesperado para o encontrar que seria capaz de caminhar infinitamente.
Algumas horas mais tarde, a uma boa distância do local onde eu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei-o.
A sede já não o incomodava, a sua fome havia desaparecido, e até as dores tinham passado, agora finalmente estava livre de todo o sofrimento.
O seu cão! meu amigo: Morreu!
Ajoelhei-me ao lado dele, como se fosse meu, e roguei-lhe a si todas as pragas que conhecia, por não estar ontem aqui, para que eu pudesse ver o brilho ainda que por breves momentos naqueles olhos vazios. Implorei pedindo que a sua caminhada o tenha levado àquele lugar que acho que você esperava que ele encontrasse, se o vizinho soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá, custou-me muito, pois sei que se ele acorda-se agora, e se eu fosse o senhor, os seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo daria saltos de contente, lambedo-lhe a cara, abanaria a sua cauda, perdoando-o por todo o sofrimento que lhe causou ao abandona-lo.
Francisco...Francisco... acorda, são horas de ires trabalhar. O cão, o cão, o cão, qual cão? Estas a sonhar ou que? Uuufffff... estava cá a ter um sonho, ainda bem que acordei.




quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Natureza das Cargas

Corta-mato de Éver, Bruxelas
Porque é importante programar a época


Aqui vai mais um concelho simples, como é programada a época, ou melhor as épocas, a alguns atletas isto é como se costuma dizer: não aquece nem arrefece, mas podem andar ao mesmo tempo a treinar alguém e convém como costumo dizer respeitar os princípios.
A natureza das cargas, definem-se em 2 tipos:
1) as cargas externas
2) as cargas internas
As cargas externas, são os exercícios físicos que fazem parte do treino, sejam gerais, específicos ou especiais, a sua utilização faz-se de 2 formas: VOLUME - INTENSIDADE
Volume: É o produto da relação carga/duração, depende do nº de séries, do treino intervalado ou treino fraccionado e da duração do exercício. É um dado quantitativo.
Intensidade: É a relação da frequência cardiaca alcançada. É um dado qualitativo.
As cargas Internas, são as reações do atleta às cargas externas que se taduzem em alterações fisiológicas, bioquímicas, morfologicas e em solicitações psíquicas e intelectuais.
LONGO PLANEAMENTO DE TREINO >>>>>>>>>>>> "Macrociclo"
Concidera a obtenção de uma forma atlética num determinadao tempo (competição principal)
onde as faculdades, quer fisicas ou psíquicas, cheguem a sua evolução máxima para a obtenção da melhor marca com duração de um ano, comprende os periodos de preparação, competição e transição, tendo como tarefa global a obtenção de uma nova forma desportiva.
MÉDIO PLANEAMENTO DE TREINO>>>>>>> "Periodização", hoje em dia por causa dos campeonatos de Inverno e Verão, é mais dupla - periodização.
Os periodos de preparação e de competição encarregam-se do desenvolvimento e da estabilização dos diferentes componentes que têm a responsabilidade da criação de nova forma atlética.
CURTO PLANEAMENTO>>>>>>>>>>> "Médio ciclos" Ocupam-se com o treino de tarefas divididas que possuem a responsabilidade do desenvolvimento de uma das componentes. Com duração de um mês e meio os períodos de preparação e competição devem englobar na sua totalidade três Médio ciclos cada qual com
caractiristicas diferentes, porém completando-se para atingir os objectivo proposto.
"MICRO CICLOS"
Ocupam-se com tarefas divididas. Os ciclos são uma subdivisão dos Médio ciclos e a sua duração conresponde a um período de tempo de 4 semanas, cada ciclo conterá uma tarefa diferente por uma determinada carga que prepara o organismo para uma carga mais elevada a qual se procederá no próximo ciclo.
Os ciclos permitem no seu ordenamento uma progressão das cargas, e são ainda subdivididos em micro ciclos.
TIPOS DE MICRO CICLOS:
Ciclo-norma
Ciclo-salto
Ciclo-pré-competição
Ciclo-competitivo
Ciclo-profiláctico
Assim temos; Ciclo-norma: Este micro ciclo é utilizado nos períodos de preparação geral (nos períodos de competição verifica-se pouco o seu emprego) dadas as suas características que possui, exemplo; 1ª semana de volume médio-intensidade fácil. 2ª semana volume máximo-intensidade média 3ª semana volume médio-intensidade sub-máxima 4ª semana descanso activo regeneração.
Ciclo-salto: Este micro ciclo é caracterizado por uma subida repentina, quer de volume quer de intensidade de treino. A sua realização encontra lugar nos períodos de preparação geral, após o emprego sucessivo de três micro ciclos-norma. Exemplo 1ª semana volume máximo- intensidade máxima 2ª semana descanso activo.
Ciclo-pré-competitivo: Estes micro ciclos tem uma duração de 2 a 3 semanas e utilizam-se nos períodos de competição. O volume de treino reduz-se, e a intensidade eleva-se a submáxima e máxima. É caracterizado ainda pelo trabalho das possibilidades de condição física-especifica e pela estabilização das qualidades motoras adquiridas até aqui. As competições nestas alturas servem apenas de preparação ás competições principais.
Ciclo-competitivo: Pusui uma duração de 1 a 2 semanas e tenta-se manter o nível da condição física adquirida e procura-se garantir a disposição do atleta para a competição, com a realização de todas as suas possibilidades competitivas.
Ciclo-profiláctico: Tem a duração de 1 semana e por finalidade a regeneração total isto após a realização de 4 a 6 micro ciclos.






quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Planificação do treino do atleta de fundo

" As leis são como as noivas, nasceram para ser violadas"
Mas os princípios não. Terão sempre que ser respeitados. Visando o desenvolvimento das qualidades de base do corredor de fundo. Com a aproximação da competição é importante a programação semanal que deixa um lugar cada vez maior aos (treinos específicos - fraccionados - intervalados ou seja, as sessões terão um ritmo de corrida conrespondente ao que é desejado para a competição.

A participação nas provas de estrada de muitos atletas principiantes é acima de tudo, terminar as provas. Todavia , os atletas que atingiram um certo nível de rendimento procuram informações suplementares (no que me diz respeito tentarei ajudar na medida do possível) que lhes permita planificar um programa de treino apoiado em bases racionais, não confundir com receitas.

No entanto alguns métodos parecem apresentar mais vantagens que outros, depende sempre da fisiologia do atleta.

A finalidade deste artigo, consiste em mostrar um método de planificação para corredores de fundo: 10 km - 20km e Maratona.

O programa:

a - deve ser específico das qualidades a desenvolver

b - ter em conta uma certa progressão

c - comportar uma alternância entre os períodos fáceis e outros mais difíceis.
Em muitas das maneiras de treino dos atletas de fundo é normal o treino continuo e prolongado, ser feito com uma intensidade mais fraca que a da competição, como é lógico. Os treinos de LONGAS DISTÂNCIAS LENTAS (LDL) vem sem duvida de três factores. Primeiro - realizam-se facilmente porque raramente variam de intensidade. Segundo - trás grandes vantagens para a maioria dos atletas que assim vão acumulando um numero sempre desejável de Kms. terceiro - permite o desenvolvimento da resistência, sobretudo se for feito numa distância superior a 15 kms e a 70%

4 exemplos----------- distância Km ---------------------------Intensidade %

A -----------------------5 a 10 -------------------------------------65 a 70

B ----------------------10 a 15--------------------------------------65 a 70

C ----------------------15 a 20 -------------------------------------65 a 70

D --------------------- 20 a 30 -------------------------------------65 a 70

No entanto este tipo de treino é muitas vezes criticado pela sua falta de especificidade, ora bem já se sabe que as adaptações do organismo, após o treino são específicas, do tipo de actividade praticada, daí que para um melhor rendimento, o treino deve aproximar-se pela sua intensidade,
ao que vai encontrar na competição.
Por exemplo, um corredor prevê correr 10 km em 40´, mas como este ritmo não pode ser mantido senão numa distância curta, então é conveniente fraccionar o treino. TREINOS FRACCIONADOS - ESPECÍFICOS. (T.F.E.)

-----------------------------------------para um atleta de

6 exemplos--Nº de repetições-- Int. -----10 km---- 20 km---- Maratona
A ----------------8 a 12 -----------2´a 4´ ----800 ----1000 -------1500
B ----------------6 a 10 -----------3´a 4´ ---1000 ----1200 -------2000
C -----------------5 a 8----------- 5´a 6´--- 1200 -----1600 --------3000
D -----------------3 a 5 --------- -6´a 8´ ---1600 -----2400 --------4000
E -------------------2 -------------8´a 10´--2400 ----4000 --------6000
teste --------------1 ----------------------40´a 50´ -80´a 100´-- 160´a 180´

Treino intervalado (T.I.) a 100%, este tipo de treino contribui mais para o desenvolvimento da capacidade aeróbica máxima é efectuado em fracções, relativamente curtas de 200 a 500 mts e é alternado com períodos de recuperação activa de 1,30" a 3´30" a sua intensidade é de 90% a 105% e serve também, dizia-se no meu tempo para termos noção do andamento, e o ritmo nas pernas, pode ser feito na pista ou na estrada, mas com local devidamente marcado para poder-mos avaliar a regularidade dos tempos.

4 exemplos --Nº de repetições-----Int. ----Dist. Mts --Intensidade %

A -----------------12 a 20 --------1´30" a 2´ ----200 ------100 a 105

B -----------------10 a 20 -------1´30" a 2´15" --300 ------95 a 100

C -----------------8 a 20 --------1´30" a 2´30" --400 -------90 a 95

D --------------- 4 a 10 ---------2´30" a 4´30" ---500 ------90 a 95

Cada um destes treinos deve ser sempre feito depois de um período de aquecimento, 30´no Inverno 20´no Verão alguns exercícios de flexibilidade 4 ou 5 acelerações de 60 a 100 mts e no final do T.I. o regresso á calma exemplo 10´de corrida lenta e mais alguns exercícios de descontracção.


O método de planificação de treino sugerido neste artigo deve ser adaptado de acordo com os interesses e a disponibilidade de cada atleta, que no entanto não deve descurar os aspectos relacionados com a sua disciplina tais como a alimentação, preparação psicológica, técnica, táctica. Etc. Depois como eu costumava dizer dois tipos de atletas o TALENTO e o TÁ-LENTO

Não se esqueçam o comentário está para o blog como a marca cronometrica para o atleta.

sábado, 21 de novembro de 2009

Maratona de Granada
Nem só de competição vive o homem
Escrevi isto no meu perfil.
Vem agora a propósito de um comentário de uma ex-atleta minha (Ana Gonçalves) que de facto como ela diz não me estou a lembrar.
Diz ela a dado passo, (já não corro e já não tenho interesse em querer lembrar-me muito, mas fui feliz nas corridas enquanto andei nessa agitação).
No titulo deste artigo, homem é sentido figurativo porque contempla a mulher. E para justificar o titulo vou escrever algumas linhas da minha passagem como atleta, e treinador até descobrir o prazer de correr.
Como atleta fiz tudo o que podia e sabia, dediquei-me de alma e coração à modalidade, apesar de não ter apoios de ninguém, família incluída, amigos ou colegas de trabalho, fazia eu a minha auto-motivação, treinava mesmo doente as vezes, programava toda a minha vida para depois do treino, ou com um espaço para o treino para respeitar a regra que me impus: O melhor treino é aquele que é feito em 365 dias. Hoje passados estes anos quando leio o meu inseparável diário, sinto um grande orgulho e uma enorme admiração por tudo aquilo que fiz sem condições nenhumas. (ainda continuo a fazer o meu diário)
Como treinador com o curso de 3º grau, da IAAF, só tinha uma obrigação, educar todos os meus atletas no sentido de serem mais competitivos e ajuda-los a melhorar as sua perfomânces era para isso que eles lá estavam.
Mas há também espaço para aqueles que devem correr apenas porque: se não tiverem tempo para tratar da saúde, vão ter que arranjar tempo para tratar da doença, e hoje, além deste principio que me orienta, para além do prazer que a corrida me proporciona, nunca me esqueço, começamos a correr em crianças. Corremos um pouco descansamos, corremos novamente ora depressa ora devagar, ora pouco tempo ou então por um período mais prolongado. Depois entramos para a escola e o acto de correr torna-se mais institucionalizado. Corremos alguns metros no recreio ou num ginásio no meu tempo em terrenos baldios, e ao sairmos da escola só já corremos na vida Militar, os que lá foram . Assim o estilo de vida vai gradualmente privando-nos de toda e qualquer oportunidade de correr.
Passamos parte das nossas vidas dominados pelos outros: Pais, Professores, Oficiais, Mulheres/Maridos, Sogras, Patrões, Directores, a necessidade de auto-afirmação é constantemente posta em causa. Mas correr... proporciona um meio de afirmação socialmente aceitável, permitindo-nos ser tão competitivos quanto o desejarmos, connosco mesmo, ou com outros. Se no emprego tentarmos subir à custa dos colegas de trabalho toda a gente nos critica, mas numa corrida mesmo só com colegas de treino, melhorar a nossa posição à custa deles é considerado formidável, desde que seja feito com demonstração exterior de humildade.
Por outro lado uma mudança voluntária de actividade é tão boa ou até melhor do que o repouso... Por exemplo: quando a fadiga ou uma interrupção forçada nos impede de terminar um problema matemático, é melhor sair para correr um pouco, do que ficar simplesmente sentado, sem fazer nada, substituir por exigências físicas as que anteriormente eram feitas ao intelecto, não apenas proporciona um descanso ao cérebro como ajuda a evitar qualquer preocupação com a interrupção frustrante. Uma ocupação ajuda a aliviar a outra.
Quem me conhece sabe bem que eu saía do trabalho muito cansado esgotado e sem energia, pois tinha um trabalho bastante pesado, apenas descansava durante o percurso para o estádio, no entanto assim que começava a correr já me sentia melhor e ao fim de 30´estava inteiramente recuperado, podia sentir-me exausto mas descobria que não estava absolutamente cansado e isto era das descobertas mais agradáveis. Hoje em dia embora tenha uma taxa de ocupação das 9h00 até as 23h30´e se não estiver a ser visitado por nenhuma lesão, lá vou eu na minha hora de almoço fazer aquilo que mais gosto!!!! treinar ( tomar o comprimido)

Anas e josés deste país pratiquem desporto, e como diria o saudoso Raul Solnado façam o favor de ser felizes. Bjs para Ana Goncalves.

domingo, 8 de novembro de 2009

"O Factor Longevidade"

Jack Foster
o meu ídolo, e fonte de inspiração dorsal 689

Um ano depois de ter começado a treinar e já com 33 anos consegue fazer 2h27´ na Maratona !
o que significou um progresso fantástico, embora tendo praticado ciclismo dos 14 anos aos 30 portanto com uma elevada capacidade de V02 máximo detentor de um trabalho aeróbico notável
já que não fazia competição.
Aos 32 anos começou a perder a condição física até então adquirida e, com 7 kilos a mais e algum
alcóol também á mistura resolve então envergonhada mente começar a correr num relvado de golfe existente próximo de sua casa, de início era uma corrida bastante lenta e com muitas paragens pois não era capaz de fazer melhor.
Depois por acaso conhece outro atleta que o levou até ao seu clube onde descobriu o que era o verdadeiro ambiente da corrida. Quantos de nós não nos vemos retratados nesta história.
Então nos treinos em terreno variado verificou que o seu instinto de competição ainda estava vivo ( já nasce com a pessoa ) e de tal forma que começou a sonhar com a Maratona.
Eu nunca atingi o nível dele mas também treinava de dia e sonhava á noite. Assim nos jogos Olímpicos de Munique em 1972 (40 anos) foi 8º com 2h16´, onde também esteve presente um senhor que todos conhecemos Armando Aldegalega em 41º lugar. E, é por esta altura que este atleta começa a mexer comigo, vou lendo pequenos artigos já que a informação era pouca e o nosso ídolo caseiro era o Anacleto Pinto e Manuel de Oliveira e estava já a aparecer um rapaz que tinha vindo de vildemoinhos de seu nome Carlos Lopes.
Mas voltando ao meu primeiro ídolo, já que depois outros se seguiram e até amigos pessoais como, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Irmãos Castros, José regalo. Para essa prova treinou segundo ele arduamente fazendo 110 a 130 kms por semana, mas durante as 10 semanas que antecederam os jogos fazia 150 a 160 e as vezes 200 kms, quando chegou o dia da Maratona estava bastante cansado. Como eu costumo dizer o descanso também faz parte do treino. Passado 2 anos em 1974, já com 42 anos participou nos jogos da Comunidade Britânica e ganha a medalha de prata com a marca estraordinária de 2h11´18" as notícias por cá continuam como sempre. Mas volta novamente aos jogos Olímpicos em 1976 Montreal com 44 anos para fazer 2h17´ficando em 17º onde já brilhava o nosso Carlos Lopes com medalha de prata nos 10,000 atrás de um rapaz que bebia leite de Rena Lasse Virén de seu nome. E onde o nosso melhor e único atleta, Anacleto Pinto fez 2h18´53" ficando em 22º lugar, Aniceto Simões batia o R.deP. nos 5.000 Mts. com 13´21" 93. Mamede esse andava pelos 800/1500 a fazer 1´49"6 / 3´37"98. Mas o meu herói com 44 anos ainda treinava como um jovem, sessões de 20 x 200 para menos de 30" 6 x 800 entre 2´02" e 2´03" ou ainda 25 kms de treino na estrada a um ritmo de 3´07" ao km.
algumas marcas de referência mas atenção não só á idade como também á época

1971 - 39 anos 30,000 = 1h32´48"

1972 - 40 anos 10,000 = 28´46"

1973 - 41 anos 5,000 = 13´56"

1982 já com 50 anos Maratona = 2h20´28"

Ora bem, aqui está um exemplo de que nunca é tarde para começar, até porque já há muitos anos se dizia que um atleta consegue estar ao mais alto nível durante 8 a 10 anos tanto pode ser dos 19 aos 29 anos dos 17 aos 27 anos ou dos 32 aos 42 anos.
Não há uma fórmula mágica para o treino. No entanto fisiologicamente basta fazer um bom trabalho de base de endurânce por via aeróbica (em equilíbrio de óxigenio) para depois fazermos
os acertos com um trabalho mais rápido nos níveis anaeróbicos (em dívida de óxigenio). O importante é encontrar-se uma combinação perfeita destas componentes e que se adapte às exigências individuais de cada atleta. Mas ainda outro factor muito importante a juntar: é o acreditar-mos em nós, seguir o nosso sonho.
Vem a propósito uma velha máxima de Moniz Pereira:
Mesmo que hoje aja um terramoto, amanhã há treino.
Quantas vezes recordava este grande atleta para superar barreiras que as vezes pareciam intrânsponiveis, todos temos um segredo este era o meu.