sexta-feira, 7 de setembro de 2012
A corrida e a poesia

Esperança,
Andança.
É o balbuciar de uma criança
É o registo de lembranças
Lembranças de um eu profundo
Nem sempre tão impuro
Nem sempre tão imundo
Mas insensatamente fecundo
No filtro da memória
Cada atleta trilha sua história
Às vezes extensa e notória
Outras tantas pela metade
Dias escuros, meias verdades
Mas vêm o registo de algumas vontades
Atleta encantador,
Atleta da dor e do amor
É uma dádiva em flor
A corrida é puro esplendor.
A correr eu encontro
Estradas que me trazem
Montanhas que levam aos céus
Os meus desejos infinitos de amor
O reflexo do sol que me consola
Os pingos da chuva que me inspiram
O voo das gaivotas que espionam minhas lesões
A confiança dos meus conflitos
Na corrida eu recebo a esperança da juventude
A correr, eu lanço o olhar da minha alma
A correr, eu ganho auxílio para minhas fraquezas
A correr, eu despejo as minhas dúvidas e incertezas
A correr, sou poeta.
F.Gravito
01-03-2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)